Casa do Artesão de Porciúncula


 

 
A Casa do Artesão de Porciúncula está em constante atualização para acompanhar as tendências da moda e as exigências do mercado e dos clientes. Com muita criatividade e antenados com as novidades, os artesãos estão sempre procurando agradar e surpreender com novosprodutos e técnicas,para isso participam de reuniões e oficinas emtoda a região. Visite a Casa do Artesão! Lá você encontra presentes e artigos interessantes para sua casa!



Detalhes que fazem a nossa história


A Casa do Artesão oferece, desde 1998, inúmeras possibilidades para a expansão da criatividade dos porciunculenses



Centenas de opções de presentes para vestir o corpo, vestir a casa, aquecer o coração


Uma infinidade de toalhas tecidas carinhosamente para compor diversos ambientes


Madeira que é fonte de inspiração e matéria-prima para a criação de novas formas de árvores, animais e flores


Bonecas de pano, vestidos de boneca, bolsas de crochê, cestos de bambu e de cipó mantém o vínculo com a simplicidade de outrora



As ruas de paralelepípedos, bem conservadas, fazem parte do calor natural emanado pelas pequenas cidades que fazem questão de preservar a hospitalidade em sua forma mais simples e verdadeira


Que as máquinas não destruam o trabalho artesanal. Que o progresso chegue, mas não nos impeça de viver as alegrias, a simplicidade e as características específicas do nosso interior

Casa do Artesão de Porciúncula: Cultura e arte na era da tecnologia


Com cerca de 100 artesãos ativos, a Associação dos Artesãos de Porciúncula entra na era digital com muito entusiasmo e novas perspectivas na comercialização de seus produtos, disponibilizados na Casa do Artesão, que agora está sendo informatizada. A Casa, sob a gestão da Secretaria Municipal de Cultura, funciona na praça Antonio Amado, no centro de Porciúncula.




Entrada da Casa do Artesão
Através de um software, desenvolvido por uma empresa especializada, os artesãos podem ter o controle da entrada e saída de seus produtos. O programa também gera relatórios de pagamentos aos artesãos e cadastramentos, trazendo segurança e otimização dos resultados. O mais interessante do sistema ainda, é a possibilidade de comercialização on-line dos produtos, que em breve será implantada.  


Reorganização da Casa
A Associação dos Artesãos de Porciúncula foi criada em 1998, na gestão do atual prefeito, Antônio Jogaib, com o objetivo de promover a cultura popular do município, com ênfase no artesanato. De acordo com a secretária de Cultura de Porciúncula, Eloíza Morucci, a repercussão foi tanta, que a entidade serviu de modelo para a criação de associações em outras cidades do Rio de Janeiro e até em outros estados.


- A criação da Associação dos Artesãos foi o ponto de partida para o desenvolvimento do artesanato em Porciúncula. Além do resgate cultural, propicia também a geração de renda para os artesãos, com a comercialização de produtos no showroom e em feiras regionais, estaduais e até nacionais – disse a secretária.

Produtos com novas etiquetas
Através de convênio firmado com a Associação, a Prefeitura de Porciúncula direciona recursos para a manutenção da Casa do Artesão, que abriga também o Cineclube Porciúncula, o Grupo de Caxambu Michel Tannus e o Curso de Teatro. Além do suporte técnico fornecido pela Secretaria de Cultura, a Administração Municipal é responsável pela cessão de funcionários, aluguel e outras despesas do prédio. 

Computador utilizado


Fabiano Júnior
Decom/Porciúncula

Múltiplo crochê

O crochê é uma técnica generosa, que permite inúmeras possibilidades de distração, trabalho e beleza, gerando produtos tão variados quanto belos e úteis.

Barbante, linha fina, lã, fibras diversas, retalhos de malha e até as nocivas sacolas plásticas se transformam em peças de decoração ou do vestuário, através do crochê, técnica muito antiga e conhecida no Brasil

A partir de um fio e de uma agulha é possível fazer diversos objetos - toalhas, cortinas, tapetes e muitas outras coisas que sempre fazem muito sucesso com sua elegância. Como resultado de uma técnica tão conhecida temos a cada dia mais aprimoramento, mas o que garante a beleza da peça é a criatividade de quem está fazendo. Separamos em uma galeria de imagens várias peças de crochê feitas em materiais diferentes para você ver o que é possível fazer usando esta técnica. Todo esse charme pode ser encontrado na Casa do Artesão de Porciúncula.


Rosimere Ferreira


Toalha de lavabo – Ana Dias


Echarpe de lã – Jorgina Pimentel


Pano de bandeja – linha fina – Ana Cláudia Coimbra


Porta guardanapo – sacola plástica – Lília Alves


Centro de mesa – Liacy Félix


Bolsa (sacolas plásticas) – Conceição Teodoro


Jogo americano retalho malha


Cortina – artesã Luzia Reis


Tapete em barbante – Maria de Fátima Jesus


Colcha – artesã Cinéa Martins Ramos


Almofada – Luzia Reis


Tapete retalho de malha - Adaíra Folly


Bichos (burrinho, tartaruga, vaca e bezerro) – artesã Imperalina Folly


Blusa – Marly Tomás Carvalho


Porta fósforo – artesã Luzia Reis


Bico de bule – artesã Luzia Reis


Bolsa com flores – Rogéria Pardal


Tapete retalhos de malha – artesã Thereza Ferreira


Vestido infantil – artesã Clara Cristófori


Sachê – Ana Cláudia Coimbra


Capa de galão – Alucimar Cardoso


Sapatinho bebê – Lúcia Furtado


Peso de porta – Imperalina Folly


Pote coberto – Rita de Cássia Pessoa


Broche fibra de bananeira – Suely Guerra


Cortina - Luzia Reis

Convite ao aconchego na Casa do Artesão

Ai que saudade da casa da vovó! Casa de vó é sempre um aconchego pro corpo e pro coração. As casas das avós de antigamente, por mais simples que fossem, guardavam um charme e uma característica únicas. Paninhos por todos os lados, passarelas, caixinhas, bordados diversos, tapetes... detalhes especiais que a praticidade e a correria dos dias atuais têm banido dos lares. Esses detalhes ainda eram ornados pelo delicioso cheiro de bolo quentinho, ou um biscoitinho de chuva feito na hora. Ah, as sábias avós... que tinham e têm uma palavra, psicologia nata, própria para cada neto e cada ocasião.

Para reviver essa saudade e dar alento ao coração, encontro, na Casa do Artesão, muitas peças que remetem à minha avó e às avós de meus amigos de infância, em cujas casas eu era recebida e acarinhada como da família.

Minha avó mantinha, aos pés da cama, vários desses tapetinhos de retalho, próprios para os pés não pegarem a friagem do chão. A artesã Dona Sebastiana Rocha sabe do que estou falando. Ela tece caprichados tapetes de retalho.


Quando o assunto era batizar neto, as avós se prontificavam a preparar a mais linda toalha de tecido, com barra de abrolhos – “coisa fina” - que servia para todos os netos da família. Alucimar Mendonça e Maria Alice Rios são artesãs que ainda seguem a tradição, confeccionando toalhas com diferentes modelos.

As vovós abriam suas caixas de costura, onde retrozes, tesouras e fitas métricas eram carinhosamente guardados, para alinhavar uma bainha, cerzir um paninho, dar uma pence num vestido. Caixas que pareciam guardar segredos e tesouros, devido ao cuidado com que eram manuseadas. Caixas como as que a artesã Máriam Coutinho confecciona.


Falar em cozinha de vó é falar de riqueza de delícias e detalhes. No fogão, a chaleira esquentando a água para um cafezinho “passado” no coador de pano, que a artesã Bernadeth Borchio reproduz ricamente;
na parede panos de prato limpíssimos, com singelos e simples bordados manuais, como os que hoje dona Ana Dias ainda faz com esmero. Depois, vem o cafezinho, na delicada bandeja de crochê com vidro – uma coisa! Dona Luzia Reis as faz com perfeição!

A mesa é ornada com passarela de fuxico, um delicado e multicolorido trabalho lindo de viver! Quem ainda faz é a artesã Maria Elena Chaves. Ou ainda com peças de crochê, como as tecidas pelas mãos de Maria das Graças Soares.


Casa de vó tem o tempero caseiro, a dedicação do tempo a preparar o que de melhor se pode para receber a família, os amigos, os vizinhos, os parentes que vêm de longe. Casa de vó tem mãos de verdade e dedos de fada em cada canto. Puro aconchego! Casa de vó tem o carinho do trabalho pessoal, artesanal em cada detalhe. Carinho que hoje ainda podemos ter em casa, através de mulheres especiais, que mantêm a tradição, dando continuidade às graciosidades e encantos das casas brasileiras. Tal qual na casa de minha avó, hoje na Casa do Artesão, encontro objetos que têm alma e que podem aquecer qualquer outra casa, especialmente, a minha e as daqueles a quem quero presentear com algo especial.

Rosimere Ferreira
Julho de 2010